domingo, 7 de dezembro de 2014

Atividade 6- Sombras

Eu, do BI de artes, vejo a sombra como um instrumento de tornar o desenho mais realista, faz com que haja uma curiosidade e que o ambiente fique mais intrigante.
A sombra é utilizada no teatro, no desenho, na ciência, na filosofia. 
A sombra é arte, é ciência, é poesia.

Em nossa aula, nos foi proposta a atividade de desenhar algo que representasse a sombra.
 

A sombra é diferente da escuridão. A primeira tem sim a luz, mas de uma forma mais agradável. Enquanto a escuridão é a ausência de luz.
O meu desenho para luz foi o seguinte: 
"Era uma vez um menino que tinha sempre os olhos fechados". Seu mundo era sempre escuro, não via a beleza e a feiura das coisas, vivia sempre no básico. Os outros estímulos que sofria, já era o suficiente. Não era curioso. Menino bobo, não sabia o que perdia. 
Os anos foram passando e seus olhos eram sempre fechados para o mundo, para as novas opiniões. O rapaz era um péssimo observador, péssimo ouvinte, péssimo sensitivo. E o mundo era pequeno demais, ele não conhecia. Não aprendia, não sabia. Foi preciso aprender a olhar, para conseguir aprender a existência de si e de todos a sua volta.

Atividade 5- Concerto*


A professora Cynthia mandou as instruções da atividade por email. Deveríamos gravar o áudio de um animal fazendo um som, levar para a aula, ver um vídeo, ler um texto e levar um instrumento não convencional.
Eu gravei minha cadela meio chateada.


Levei uma latinha de desodorante cortada e uma antena que fizesse som. Chegando lá a professora Fran (infelizmente só sei o apelido) nos deu uma aula muito construtiva e cheia de interrogações a respeito do texto e do vídeo. Nós, então, fizemos grupos e criamos um tipo (estranho, no nosso caso) de música com instrumentos não convencionais. (Gostaria de postar aqui a nossa música, mas não sei como :/ ).
Esta atividade nos serviu para apreciar as músicas urbanas e naturais, onde os sons mostram inspiração e nos tornam, realmente mais sensíveis. Aprendemos, desta maneira, diferenciar som de barulho, melodia de ruído.

* a professora passou o slide das sombras antes, mas na ementa, a atividade do concerto vem antes.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Atividade 4: Diário sonoro

Nesta atividade gravamos 1 minuto em várias horas diferentes do dia. Descrevemos o que ouvimos, depois ouvimos sem gravar e descrevemos o que ouvíamos no ambiente em que estávamos. A atividade nos deixou mais atentos aos sons e músicas de onde estamos (que muitas vezes ignoramos, por estarem sempre ali). Isso desperta a sensibilidade e desperta (como muitas das atividades da matéria) a criatividade. Uma atividade até poética, me deixou inspirada e me fez contemplar o ato de ouvir.
A segunda parte da atividade, formar grupos e gravar um dado texto a respeito dos sons e fazer uma montagem com os áudios produzidos na primeira parte da atividade.
No meu grupo, o belíssimo texto foi gravado na minha voz (não tão bonita).

sábado, 29 de novembro de 2014

Atividade 3: Folhas ao vento

A atividade Folhas ao vento, foi mais um trabalho afim de desenvolver o sensível em cada um dos estudantes da UFSB.
 Essa atividade que foi dividida em três partes, despertou um lado artístico em quem a fez (o que é de muito agrado para mim). Primeiro escolhemos uma folha de planta ou árvore, escrevemos suas características, junto ao desenho de sua borda e depois fazer o desenho de sua nervura.
A ideia de observar uma folha, faz com que prestemos atenção nos aspectos da natureza e até conseguimos nos tornar mais criativos. Isso foi provado na atividade seguinte, quando redesenhamos a folha em papel A3 e fizemos dela uma propaganda para a conscientização e orientação a respeito da natureza em si

domingo, 28 de setembro de 2014

Atividade 2: Nossas águas

Na atividade da água foi pedido para levar uma garrafa transparente com água de um lugar importante. Desenhar o percurso que a mesma fez até chegar no local de coleta, explicar por que razão ela foi escolhida e finalmente, escrever aqui no blog a respeito da atividade.
Eu escolhi a água do mar, aqui em Ilhéus.
Minhas razões foram:
- o barulho do mar acalma
- a praia é um lugar que sempre estive feliz (por uma razão ou outra)
- todos os rios em algum momento vão parar no mar.

Meu trabalho não foi o mais bonito e bem feito (infelizmente). Sou péssima em geografia e além disso, detesto o assunto também (entendo totalmente a importância e o significado, mas por prazer, não é para mim, sabe?)
Achei que foi bem produtivo e a ideia bonita, nasceu a vontade de querer limpar os rios e mares, cuidar melhor da nossa água. Estou ansiosa para saber do que vai ser feita toda aquela água que coletamos.

 Um mapa turístico de Ilhéus, que mostra os rios virando mar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Atividade 1: A cor da terra

Achei a atividade linda desde o momento em que a professora começou a explicar na sala. Comecei logo a pensar em quantos dos meus amigos achariam a ideia linda, ou boba demais. (Sempre achei uma linha muito fina entre ser lindo e ser bobo).
A atividade era: Pegar uma caixinha de fósforo e colocar dentro a terra de um lugar que fosse importante pessoalmente para cada um. Eu logo pensei naquele bando de desocupados (ou muito pelo contrário), sentados no chão, jogados na grama e conversando coisas sérias demais, ou idiotas demais. 
A Praça Rui Barbosa (Praça dos Namorados), que antes era cheia de árvores, que eram lindas, mas por uma razão ou outra, não pode mais ser daquela maneira. Passou a ser mais urbana. Eu achava ela linda com as árvores, mas eu era nova demais, não podia desfrutar da sua calmaria. Então ela mudou, eu cresci e agora faz parte de mim.
Aquela praça para mim tem cor, cheiro, sabor, e rosto. Vários rostos. Eu contei para a turma do modo mais sincero que pude (até me controlei para não chorar, eu juro). Eu escolhi a praça porque me lembro de estar completamente feliz nela (e eu busco problemas, e gosto de confusão... para a minha vergonha). Em algum momento alguém ligou, saiu o resultado da UFMG, era verdade, agora. Não era mais sonho, sabe? Cada um está indo para um lado. Eles foram indo e a gente foi ficando. Os que continuaram na cidade, quase não vão lá nos Namorados. Não que seja sagrado só para quando todos estiverem juntos, mas é porque sentar só três lá... três cabe no banco, com três não precisa sentar no chão. 
Eu adorei sentir a atividade, foi emocionante dizer e ouvir, todo mundo levou a sério. Do começo ao fim.
 Talvez vocês queiram um rosto para a praça e para as pessoas que eu disse.

Essa não é na praça, mas são os amigos que estavam escondidos na foto anterior.

Poesia feliz

No final da atividade O cheiro da Terra (que ainda vou postar meu singelo relato) eu escrevi uma pequena poesia sobre o que eu senti. Um pouco do que senti ao apresentar e um pouco do que eu senti no momento sentido, mas sem mais delongas:

Os momentos são feitos de histórias frias,
A minha terra só teria cor,
Sem sabor.
Se não houvesse aquela música.
Ou você.

As vozes que antes sorriam hoje são sombras
Do meu passado que derrama lágrimas,
Em uma alegria sem fim.
Minha história nada mais é que vazia,
Sobre pessoas que são vultos sem rosto,
Para quem só ouve, não sente.