Achei a atividade linda desde o momento em que a professora começou a explicar na sala. Comecei logo a pensar em quantos dos meus amigos achariam a ideia linda, ou boba demais. (Sempre achei uma linha muito fina entre ser lindo e ser bobo).
A atividade era: Pegar uma caixinha de fósforo e colocar dentro a terra de um lugar que fosse importante pessoalmente para cada um. Eu logo pensei naquele bando de desocupados (ou muito pelo contrário), sentados no chão, jogados na grama e conversando coisas sérias demais, ou idiotas demais.
A Praça Rui Barbosa (Praça dos Namorados), que antes era cheia de árvores, que eram lindas, mas por uma razão ou outra, não pode mais ser daquela maneira. Passou a ser mais urbana. Eu achava ela linda com as árvores, mas eu era nova demais, não podia desfrutar da sua calmaria. Então ela mudou, eu cresci e agora faz parte de mim.
Aquela praça para mim tem cor, cheiro, sabor, e rosto. Vários rostos. Eu contei para a turma do modo mais sincero que pude (até me controlei para não chorar, eu juro). Eu escolhi a praça porque me lembro de estar completamente feliz nela (e eu busco problemas, e gosto de confusão... para a minha vergonha). Em algum momento alguém ligou, saiu o resultado da UFMG, era verdade, agora. Não era mais sonho, sabe? Cada um está indo para um lado. Eles foram indo e a gente foi ficando. Os que continuaram na cidade, quase não vão lá nos Namorados. Não que seja sagrado só para quando todos estiverem juntos, mas é porque sentar só três lá... três cabe no banco, com três não precisa sentar no chão.
Eu adorei sentir a atividade, foi emocionante dizer e ouvir, todo mundo levou a sério. Do começo ao fim.
Talvez vocês queiram um rosto para a praça e para as pessoas que eu disse.
Essa não é na praça, mas são os amigos que estavam escondidos na foto anterior.



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