domingo, 28 de setembro de 2014

Atividade 2: Nossas águas

Na atividade da água foi pedido para levar uma garrafa transparente com água de um lugar importante. Desenhar o percurso que a mesma fez até chegar no local de coleta, explicar por que razão ela foi escolhida e finalmente, escrever aqui no blog a respeito da atividade.
Eu escolhi a água do mar, aqui em Ilhéus.
Minhas razões foram:
- o barulho do mar acalma
- a praia é um lugar que sempre estive feliz (por uma razão ou outra)
- todos os rios em algum momento vão parar no mar.

Meu trabalho não foi o mais bonito e bem feito (infelizmente). Sou péssima em geografia e além disso, detesto o assunto também (entendo totalmente a importância e o significado, mas por prazer, não é para mim, sabe?)
Achei que foi bem produtivo e a ideia bonita, nasceu a vontade de querer limpar os rios e mares, cuidar melhor da nossa água. Estou ansiosa para saber do que vai ser feita toda aquela água que coletamos.

 Um mapa turístico de Ilhéus, que mostra os rios virando mar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Atividade 1: A cor da terra

Achei a atividade linda desde o momento em que a professora começou a explicar na sala. Comecei logo a pensar em quantos dos meus amigos achariam a ideia linda, ou boba demais. (Sempre achei uma linha muito fina entre ser lindo e ser bobo).
A atividade era: Pegar uma caixinha de fósforo e colocar dentro a terra de um lugar que fosse importante pessoalmente para cada um. Eu logo pensei naquele bando de desocupados (ou muito pelo contrário), sentados no chão, jogados na grama e conversando coisas sérias demais, ou idiotas demais. 
A Praça Rui Barbosa (Praça dos Namorados), que antes era cheia de árvores, que eram lindas, mas por uma razão ou outra, não pode mais ser daquela maneira. Passou a ser mais urbana. Eu achava ela linda com as árvores, mas eu era nova demais, não podia desfrutar da sua calmaria. Então ela mudou, eu cresci e agora faz parte de mim.
Aquela praça para mim tem cor, cheiro, sabor, e rosto. Vários rostos. Eu contei para a turma do modo mais sincero que pude (até me controlei para não chorar, eu juro). Eu escolhi a praça porque me lembro de estar completamente feliz nela (e eu busco problemas, e gosto de confusão... para a minha vergonha). Em algum momento alguém ligou, saiu o resultado da UFMG, era verdade, agora. Não era mais sonho, sabe? Cada um está indo para um lado. Eles foram indo e a gente foi ficando. Os que continuaram na cidade, quase não vão lá nos Namorados. Não que seja sagrado só para quando todos estiverem juntos, mas é porque sentar só três lá... três cabe no banco, com três não precisa sentar no chão. 
Eu adorei sentir a atividade, foi emocionante dizer e ouvir, todo mundo levou a sério. Do começo ao fim.
 Talvez vocês queiram um rosto para a praça e para as pessoas que eu disse.

Essa não é na praça, mas são os amigos que estavam escondidos na foto anterior.

Poesia feliz

No final da atividade O cheiro da Terra (que ainda vou postar meu singelo relato) eu escrevi uma pequena poesia sobre o que eu senti. Um pouco do que senti ao apresentar e um pouco do que eu senti no momento sentido, mas sem mais delongas:

Os momentos são feitos de histórias frias,
A minha terra só teria cor,
Sem sabor.
Se não houvesse aquela música.
Ou você.

As vozes que antes sorriam hoje são sombras
Do meu passado que derrama lágrimas,
Em uma alegria sem fim.
Minha história nada mais é que vazia,
Sobre pessoas que são vultos sem rosto,
Para quem só ouve, não sente.